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Água voltou há 1 mês, mas lago ainda decepciona quem quer foto no Parque

Animais aproveitam, mas água rasas, obras por terminar e banco de areia não realizam sonho de quem vai ao Parque em busca do cartão

Lago semicheio parece ainda estar tomado por areia para quem vai ao Parque das Nações Indígenas (Foto: Paulo Francis)

 

Há um mês a água que sumiu do lago maior no Parque das Nações indígenas voltou a ocupar o leito. Ainda assim, a paizagem está longe de ser aquela de quem busca o cenário perfeito para uma foto na primavera. Entre obras por terminar, bancos de areia, e água rasa, cartão postal não voltou a ser o mesmo.

Terra foi escavada, água retirada e um grande buraco marrom coloriu de escuro o coração do parque. Depois dos seis meses de obras de desassoreamento, a água voltou a jorrar para dentro da represa no dia 9 de outubro. Mas, com os decks ainda por reformarque, a grande quantidade de terra aparente nas margens assusta quem já esperava horizonte diferente em novembro.

Com a proximidade das festas de fim de ano, não é só campo-grandenses que buscam o parque para corrida, ensaios fotográficos, passeios de família e namoro à sombra das árvores. Os turistas querem ver água.

É o caso de Mayara Rodrigues, 25, que vem de São Gabriel do Oeste, a 140 km de Campo Grande, de quando em quando, visitar a Capital. No sábado (15), encontrou muito verde, em vários tons, e diversidade animal, mas o lago decepcionou.

“Antes era muito cheio, até falei que está faltando o deck. É estanho, você estava acostumado a ver cheio e encontrar assim. É triste, realmente não sabia que ia estar assim. Um lugar tão lindo, não vai ter foto no cartão postal dessa vez”, comentou.

A tecnóloga em gestão ambiental Cleo Galli, 54, diz que é difícil ver o parque assim. “É triste você ver o estado que ficou. Isso é um lugar muito lindo, tanto para passear, quanto para trazer amigos. Já fazia tempo que eu não vinha, estranhei bastante. Ainda falta muito [para terminar obra]”, disse.

estudante de enfermagem Cláudia Helena, 22, passeava a com a prima, uma criança, às margens do lago onde nadavam patos e uma família de capivaras que atraíram os olhares de muitas crianças.

“Quando dá venho sempre, gosto muito, venho com amigos, com meus familiares, é meu lugar favorito na cidade. Fico muito entristecida, fica uma paisagem seca, sombria. Queremos trazer pessoas para ver, é um refúgio, um lugar que te traz paz”, opinou.

 

Marcas da passagem das máquinas revelam que local ainda está em obras (Foto: Paulo Francis)
Marcas da passagem das máquinas revelam que local ainda está em obras (Foto: Paulo Francis)

Obras – A reforma nos decks do lago principal começaram no fim do mês passado, com previsão de ser concluída em 40 dias. Segundo o Governo de Mato Grosso do Sul, que administra o parque e está responsável pela revitalização, construídas há mais de 15 anos, as passarelas nunca passaram por manutenção estrutural e com o esvaziamento do lago para o desassoreamento, obra executada pela Prefeitura de Campo Grande, técnicos perceberam que algumas pilastras estavam com as bases comprometidas. Além disso, a estrutura afundou cerca de 15 centímetros e ficou em desnível com a calçada.

Além de serem reformados, os decks passarão a ter acesso para cadeirantes. Também não será possível mais chegar até o monumento do Cavaleiro Guaicuru, que fica no meio do lago. Segundo o diretor-presidente do Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges, a escultura era constante alvo de vândalos.

Depois da retirada da terra depositada no fundo, o lago voltou a receber água no dia 9 de outubro. Naquele dia, o titular da Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, informou prazo de 48 horas para que a paisagem voltasse ao normal.

O secretário revelou ainda que 68 milhões de metros cúbicos de água seriam utilizados na operação. De acordo Verruck, ainda falta concluir as etapas de desassoreamento do córrego Joaquim Português e Reveillon, cujas nascentes ficam na região, e a reforma do gabião. Junto com os trabalhos, já estava prevista a reforma dos decks.

As obras de desassoreamento do lago do Parque das Nações começaram em junho, depois que enorme banco de areia virou palco de protestos contra o descaso com o local. À época, os serviços foram orçados em R$ 8 milhões. Pelo menos 140 mil metros cúbicos de areia foram removidos do lago.

Campo Grande News tentou contato com o secretário para atualizar a situação, mas ele, em viagem, informou, via a assessoria de imprensa, que não se manifestaria por enquanto.

Frequentadores temem que paisagem não volte a ser a mesma (Foto: Paulo Francis)
Frequentadores temem que paisagem não volte a ser a mesma (Foto: Paulo Francis)

 

fonte: campograndenews
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