Ainda compensa: Em MS quem tem nível superior ganha o triplo, aponta IBGE

Salários na iniciativa privada também representam quase metade do pago pelo Poder Público

Entrada de uma das maiores universidades de Mato Grosso do Sul durante realização de prova (Foto: Arquivo/Marina Pacheco)

 

A pesquisa Cempre (Cadastro Central de Empresas) 2019 foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nessa quinta-feira (24) e trouxe dados referentes ao registro de empresas em Mato Grosso do Sul – aumento de 12% em uma década – e também aos salários pagos no Estado, expondo várias discrepâncias.

Uma dessas diferenças é a que mais chama a atenção: o salário de quem possui nível superior é praticamente o triplo de quem não concluiu uma faculdade. A distância chega a 197,5%, conforme apontado pelo estudo no Estado.

Em média, quem não tem nível superior recebe mensalmente R$ 1.875,99, enquanto os trabalhadores com formação universitária chegaram a média de R$ 5.582,90 de remuneração mensal. A diferença se reflete em várias esferas, tanto pública como privada.

Trabalhadores com nível superior na administração pública chegavam a ganhar em média 152% a mais que os demais, enquanto os funcionários da iniciativa privada recebem 99% – o que representa praticamente o dobro. Em entidades sem fins lucrativos, essa diferença chega a casa de 178%, segundo os dados do IBGE.

Serviço público – Outro fato que o IBGE trouxe entre os dados divulgados está a remuneração paga pelo serviço público, bastante superior ao da iniciativa privada – situação que se repete em todo o Brasil, mas não em países com índices de desenvolvimento social à frente dos demais, como EUA e nações da União Europeia.

Em Mato Grosso do Sul, trabalhadores sem nível superior recebem R$ 2,5 mil por mês no serviço público, enquanto o salário médio dessa mesma categoria na iniciativa privada e em entidades sem fins lucrativos é de R$ 1,7 mil e R$ 1,6 mil, respectivamente.

Já entre os com diploma de nível superior, a média paga pelos gestores públicos aos servidores fica na casa dos R$ 6,4 mil, contra R$ 3,4 mil das empresas privadas e R$ 4,5 mil de entidades sem fins lucrativos.

Sexo – Os dados do IBGE também apontam outra diferença crônica salarial: as mulheres ganham menos que os homens, em todos os setores. A média de remuneração mensal foi de R$ 2,5 mil para homens e R$ 2,4 mil em entidades sem fins lucrativos, a menor de todas.

Enquanto isso, na iniciativa privada em geral a discrepância foi maior, com média de R$ 2 mil para homens e R$ 1,6 mil para mulheres. Na administração pública é onde aparece o maior problema, com homens ganham em média R$ 5,7 mil e mulheres R$ 4 mil. Somando as categorias, a média é de R$ 2,8 mil para homens e R$ 2,6 mil para mulheres.

 

 

 

fonte: CampoGrandeNews
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