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Além do álcool, vazio no supermercado começa pela prateleira de papel higiênico – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Ainda tem muito produto nas gôndolas, mas muita gente já começou a estocar itens que considera de 1ª necessidade

Gôndola do Comper vazia no começo desta noite (17). (Foto: Liniker Ribeiro) 

 

Está longe de faltar alimentos ou bebidas nos supermercados de Campo Grande. Mas a assim como nas farmácias, o álcool em gel também já está em falta, junto a outro produto que começa a despontar entre os mais procurados em tempos de pandemia: o papel higiênico.

No Comper do Jardim dos Estados, parte da gôndola já estava vazia por volta das 18h. Também haviam poucas embalagens de papel toalha no local. Em outra loja da mesma rede, na Avenida Brilhante, um funcionário comentou que só nesta terça-feira (17) fez 4 reposições de papel higiênico nas prateleiras.

“Normalmente faço duas. Mas toda hora agora está acabando”, comenta. Bem informado, ele mostra com as mãos o número 6, lembrando dos casos confirmados de coronavírus na Capital, e opina que isso já deveria ser suficiente para que as pessoas ficassem isoladas em casa.

No Extra da Rua Maracaju, a falta era do álcool em gel, produto que é a principal “arma” contra a contaminação, mas que chega a custar R$ 59,99 o frasco no site da empresa.

“Antes olhei na internet e me assustei com o preço então vim pessoalmente comparar, mas não encontrei. Vou ter de levar o álcool líquido”, comentou a estudante Francimeire Gomes, de 27 anos.

Água sanitária também tem saído bastante. (Foto: Direto das Ruas)
Pelos diferentes setores, é só olhar as prateleiras dos dois supermercados para perceber o que mais as pessoas tem dado valor nos últimos dias. Também anda difícil a reposição de esponjas de aço, detergente líquido, água sanitária, farinha de trigo e arroz de marcas mais baratas.

“Tive de fazer compras hoje, porque amanhã meus filhos vão ficar em casa o dia todo, porque não tem aula, Aí, aja comida”, conta a esteticista Romilda Shurts, mãe de uma menina de 16 e um garoto de 14 anos.

“Buraco” também na prateleira de farinha de trigo. (Foto: Direto das Ruas)
Um cliente, que preferiu não se identificar, conta que se assustou ao ver a situação e decidiu se precaver. “Eu nem sabia que já estava assim. Eu só estou comprando também porque assustei. Não sei se está em falta ou não trouxeram mais do estoque. Só sei que vou levar”, comentou.

Andira Macarim, outra cliente do supermercado, também não pensa em estocar nenhum tipo de produto, pelo menos por enquanto, mas não disfarça o receio.

“Tenho medo de faltar pra gente depois”, comenta. Já Ricardo Silva pondera que o momento não é para pânico. “Acho que o pessoal está exagerando um pouco, prevenção é bom, mas não pode deixar acabar. Fora que desse jeito tudo fica mais caro”, opina.

Para a contadora Helena Escobar, mesmo diante da pandemia o que não pode faltar às pessoas é o bom senso. “Todo cuidado é pouco, mas também não podemos sair comprando tudo e deixar alguém sem”, completa.

 

fonte: campograndenws
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