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Ambientalistas pedem investigação sobre águas turvas no Rio Paraguai

Sanesul nega que sejam resíduos de esgoto e elabora parecer técnico para ser apresentado ao MPF

Estação de tratamento de água em Corumbá. (Arquivo)

 

O despejo de águas turvas no rio Paraguai por meio de canos de esgoto está preocupando a população e o trade turístico de Corumbá. A água que é jogada constantemente no rio é alvo de questionamentos das entidades que atuam no meio ambiente. A suspeita é que todo o material venha de dejetos de resíduos do tratamento de água da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul).

De acordo com a diretora- presidente da Fundação de Meio Ambiente de Corumbá Cláudia Moreira Boabaid, já foi realizada uma reunião na Procuradoria do Ministério Público Federal de Corumbá onde a Sanesul se comprometeu em fazer uma análise por escrito do material e encaminhar ao MPF. “O objetivo é saber por meio de relatório técnico, se este material, essa água, seria realmente do filtro da Sanesul ou não. Além disso o município está fazendo o monitoramento de análise para ver da onde viria este material”, enfatizou.

Ana explicou ainda que o local é uma galeria de águas pluviais. “Então estamos fazendo monitoramento junto com a Seinfra, prefeitura, Sanesul e MPF. A gente está monitorando para chegar a um denominador comum”, salientou.,

Uma equipe do Imasul também já esteve no local e está elaborando um relatório para a diretoria de Campo Grande, e providências devem ser tomadas.

Outro lado – Segundo nota enviada pela Sanesul,em 2017 foi realizada uma vistoria pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no local. Conforme o parecer técnico do Ibama e Despacho Saneador da Procuradora da República, foi concluído que a alta carga orgânica ocorrente no local não se deve ao lançamento de esgotos oriundos da Estação de Tratamento de Esgoto da Sanesul, já que a estação está situada bem abaixo da orla portuária.

No mesmo parecer, há indicação de que as duas tubulações existentes na orla portuária são originárias de drenagens de águas pluviais, que não seriam de responsabilidade da Sanesul.
A empresa destacou ainda que utiliza uma tubulação de drenagem de água pluvial do município, situada no bairro Cervejaria, que é usada apenas para retornar o barro resultante após a coleta e tratamento da água e não se trata de esgoto. A concessionária destacou que já tem um projeto em andamento para ser executado naquela localidade.

Atualmente, o sistema de esgotamento sanitário de Corumbá, segundo a Sanesul, tem cobertura de 70% da população urbana, com previsão de ampliação para 74 % da população após encerramento de obras em andamento.

Acompanhamento – De acordo com o presidente do Instituto Homem Pantaneiro, Coronel Ângelo Rabelo, a entidade acompanha atentamente a situação. “A destinação inadequada de esgoto não cabe mais no dia de hoje até porque os órgãos de licenciamento deveriam ter exigido destinação dos dejetos. O que se espera é que a partir da mobilização, todos que destinam de forma inadequada dejetos de tratamento de água sejam obrigados a estabelecer novos critérios para os resíduos oriundos do tratamento”, recomendou.
Ele ainda alega que se este material no Rio Paraguai tiver algum grau de contaminação deverá merecer atenção especial na solução. “Isso vai na contramão de proteger os rios do estados onde existe grande mobilização da sociedade”, concluiu.

 

fonte: campograndenews
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