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Após atraso, obras no Terminal Morenão começam este ano

Segundo o secretário do município, licitação para ampliação do local será lançada em abril

OBRA. Terminal Morenão será o único ampliado na Capital – Foto: Bruno Henrique

 

 

O projeto para ampliação do Terminal Morenão deve ser finalizado e licitado ainda no mês de abril, e as obras devem começar este ano, de acordo com o secretário municipal de infraestrutura e serviços públicos (Sisep), Rudi Fiorese.

A reforma do local chegou a ser divulgada em janeiro do ano passado, mas, por conta da pandemia, as obras acabaram sendo adiadas.

“Estamos ainda montando o projeto, que deve estar finalizado até o mês que vem [abril] para licitação. Essa obra faz parte do pacote de obras dos corredores de ônibus, que estão sendo executadas”, explica Rudi.

Em janeiro de 2020, o secretário da Sisep, Rudi Fiorese, informou em entrevista ao Correio do Estado que a estrutura do Terminal Morenão, localizada na Avenida Costa e Silva, seria a única que passaria por obras de ampliação.

De acordo com o secretário, o anexo do Terminal terá 80 metros e será feito na ponta próxima à esquina com a Rua Carlinda Tognini. Ainda segundo o titular da Pasta, a obra seria licitada em março daquele mesmo ano.

Segundo o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Janine de Lima Bruno, o atraso de um ano na finalização do projeto foi consequência da pandemia da Covid-19. “As obras não dependem só da gente. A pandemia travou os recursos, e isso não aconteceu apenas em Campo Grande, como em todo o País.

A pandemia travou todo o projeto e agora estamos conseguindo retomar”, afirmou Janine.

A ampliação do terminal faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade, que começou a ser executado em 2017 com o recapeamento das ruas Guia Lopes, Brilhante e Bandeirantes e dos corredores do transporte público que ainda estão em andamento.

CORREDORES

A implantação dos corredores de transporte na Capital foi planejada ainda em 2012, e consta no conjunto de obras apresentado na PAC Mobilidade. A obra tem o objetivo de agilizar o transporte público em Campo Grande.

Os corredores de transporte estão previstos no Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana. O investimento corresponde à implantação de quase 69 quilômetros e, de acordo com a Agetran, vai reduzir em até 20% o tempo de viagem dos ônibus, tanto centro/bairro quanto bairro/centro.

A agência informa ainda que a redução do tempo de viagem será possível, porque a velocidade média dos ônibus aumentará de 16 quilômetros por hora para 25 km/h. Os ônibus vão circular em faixa exclusiva e terão trânsito livre, com semáforos funcionando de forma sincronizada nos cruzamentos onde haverá estações de pré-embarque.

O projeto, que faz parte da PAC Mobilidade, prevê a implantação de faixas exclusivas para os ônibus trafegarem entre os terminais Guaicurus e Morenão, localizados na região sul da cidade, Bandeirantes e Aero Rancho, na região sudoeste, e os terminais General Osório e Nova Bahia, localizados na região norte da Capital, passando pelo centro da cidade.

TERMINAIS

Os outros terminais de Campo Grande passarão apenas por reforma. O serviço está orçado em R$ 2 milhões e envolve repaginação dos banheiros, troca dos bebedouros, revisão das instalações elétricas e hidráulicas, plano de segurança contra incêndio e pânico, cobertura, reforço do piso rígido do pátio, pintura geral, troca dos bancos, sala para descanso dos funcionários, guarita dos guardas municipais ou seguranças e grades móveis para o fechamento dos terminais durante a madrugada, quando não há circulação de ônibus.

De acordo o diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno, os terminais Júlio de Castilho, Bandeirantes e Guaicurus já estão quase prontos para entrega.

A segunda fase das obras contempla os outros seis terminais de Campo Grande: Nova Bahia, General Osório, Aero Rancho, Hércules Maymone, Moreninha e Morenão.

Segundo Janine, o Terminal Morenão será ampliado pela PAC Mobilidade e também entrará nas reformas previstas para os outros locais.

“No Morenão, a reforma é parte da segunda fase do projeto de obras e consiste na implantação de uma base da Guarda Civil Metropolitana, um bicicletário e na implantação de grades em todo da estrutura”, coloca Janine.

 

 

fonte: correiodoestado
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