Home / Destaques / Bope quer aval da Justiça para usar tecnologia apreendida na Omertá

Bope quer aval da Justiça para usar tecnologia apreendida na Omertá

PM informa que bloqueadores de sinal de celular serão úteis em situação de crise

Bope pede à Justiça a cedência de dois bloqueadores. (Foto: Henrique Kawaminami)

 

O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) pede à Justiça a cedência de dois bloqueadores de sinal de celular apreendidos na operação Ormetá, que investiga organização criminosa e grupo de extermínio. Por parte do crime, os dispositivos são utilizados para obstrução de envio de sinais de tornozeleira eletrônica, utilizada no monitoramento dos presos.

Atualmente, o batalhão não conta com bloqueadores. De acordo com o comandante do Bope, tenente-coronel Wilmar Fernandes, os dispositivos serão úteis em situações de crise. No ofício encaminhado ao juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Roberto Ferreira Filho, o comando da PM (Polícia Militar) especifica que o Bope atua no gerenciamento de situações de crise, que exige isolamento de local, inclusive de forma eletrônica.

O documento destaca que artefatos explosivos podem ser deflagrados a distância, de forma remota por meio de celular. Além dos protagonistas de situações de crise, como um sequestrador, que utilizam o aparelho para contato externo.

“Tal equipamento é de suma importância para a gestão das ocorrências críticas já citadas, e pode atuar como elemento facilitador no salvamento de vidas dentro do território sul-mato-grossense”, afirma o comandante da PM, coronel Waldir Ribeiro Acosta, no ofício encaminhado ao juiz.

O bloqueador emite sinais de alta intensidade para “poluir” a frequência de rádio usada pelo celular para receber dados da operadora. Os dispositivos foram apreendidos pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros) em 19 de maio, junto com um arsenal escondido num imóvel no Jardim Monte Líbano, em Campo Grande.

O flagrante foi marcado pela prisão do então guarda municipal Marcelo Rios. No mês de setembro, as investigações, já com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), resultaram na operação Omertá, que prendeu os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho. Eles são apontados como líderes de organização criminosa, que também envolvia guardas municipais, policiais civis e um agente da PF (Polícia Federal).

Além das armas, que logo chamaram a atenção por incluir fuzil, modelo similar ao usado em execuções na cidade, foram encontrados dois bonés espiões. Por fora, apenas a marca poderia atrair interesse: BMW. Por dentro, dispositivo oculto de gravação de vídeo.

 

fonte: campograndenews
Espalhe por ai:

Veja Também

Enfermeiros fazem greve por falta até de agulha em postos de saúde

Profissionais também cobram pagamento de incentivo repassado pelo Ministério da Saúde     Profissionais de ...

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.