Capital volta toque de recolher para 20h, mas descarta fechamento

Campo Grande entrou ontem no grau de risco extremo de contágio da Covid-19 pelo Prosseguir, que orienta restrições

Capital volta toque de recolher para 20h, mas descarta fechamento – Álvaro Rezende

 

A Prefeitura de Campo Grande descarta novo fechamento de atividades não essenciais e volta com toque de recolher às 20h a partir de hoje.

Medidas mais restritivas deveriam ser adotadas para seguir recomendações do Programa de Saúde e Segurança na Economia (Prosseguir), que classificou a Capital na bandeira cinza, grau de risco extremo à saúde, mas o procurador-geral do município, Alexandre Ávalo, declarou que a prefeitura apenas seguirá o decreto estadual até o dia 28 de abril e não está previsto o fechamento de estabelecimentos ou medidas mais restritivas.

Segundo o decreto, os municípios que estiverem na bandeira cinza no Prosseguir devem aumentar o toque de recolher, com início a partir das 20h até as 5h.

De acordo com a procuradora-chefe da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Ana Caroline Garcia, o decreto estadual não apresenta mudanças específicas com o Prosseguir, apenas o toque de recolher. Quanto aos demais pontos, o Estado apenas recomenda que sejam adotados pelos municípios.

“O que o decreto impõe é a alteração do toque de recolher. O decreto, desde o dia 5 de abril, não muda de acordo com a bandeira, mas os municípios podem adotar as medidas mais restritivas em várias frentes. O município vai receber as alterações recomendadas e que decreto deve adotar”, detalha.

Nas especificações do decreto, de acordo com o Prosseguir, nas cidades com classificação na bandeira verde o toque de recolher deve ser das 22h até as 5h. Os municípios na bandeira vermelha terão toque a partir das 21h, e, na bandeira cinza, o toque de recolher permanece das 20h até as 5h.

O decreto também trata de pontos como a proibição da realização de eventos com participação de mais de 50 pessoas sem o distanciamento de 1,5 metro e a delimitação de público com no máximo 50% da capacidade em locais de atendimento e comércio.

No entanto, tais medidas não são relacionadas com o Prosseguir, que recomenda abertura apenas para atividades essenciais.

“O que o município tem de fazer é alterar o toque de recolher. O Prosseguir faz recomendações, como o funcionamento ou não de algumas atividades, e diz que os municípios podem adotar medidas restritivas mais rígidas do que as do decreto estadual, conforme a situação epidemiológica de cada um”, explica a procuradora-geral do Estado.

Em casos de grau alto de risco, o Prosseguir recomenda que locais como comércios atacadistas e varejistas, bares, conveniências, restaurantes, atividades religiosas presenciais, pet-shops, cinemas, shoppings, academias, cabeleireiros e parques públicos sejam fechados.

Na Capital, todos esses locais continuam em funcionamento, apenas com a restrição de capacidade e horário de acordo com o toque de recolher, das 20h às 5h. Campo Grande antecipou feriados na semana do dia 22 a 26 de março, em razão da situação caótica da pandemia de Covid-19 na Capital. A medida foi repetida na semana seguinte, ficando em vigor até o dia 4 de abril.

SITUAÇÃO DA PANDEMIA

Para classificar o grau de risco de cada município, o Prosseguir avalia indicadores como disponibilidade de vagas em unidades de terapia intensiva (UTIs), equipamentos de proteção individual (EPIs), redução de casos, mortalidade da Covid-19, entre outros. Na atualização do mapa de risco, dois municípios estão na abndeira cinza, Campo Grande e Itaquiraí.

Campo Grande está com 101,80% de ocupação dos leitos de UTI para tratamento exclusivo da Covid-19, segundo o sistema Mais Saúde. Na Central de Regulação da Capital, 78 pessoas doentes aguardam por um leito, sendo 56 de Campo Grande.

Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) publicado ontem, Campo Grande registrou 306 novos casos de Covid-19 e mais 23 mortes. Durante todo o mês de abril, a Capital notifica diariamente um número de casos acima de 200 e mais de 15 mortes.

Mato Grosso do Sul está em colapso no sistema de Saúde desde o mês de março, em razão do alto número de novos casos, mortes e internações registrados. O Estado notificou 65 novos óbitos e 1.338 casos somente ontem. No total, já possui 232.849 diagnósticos positivos e 5.005 mortes desde o início da pandemia.

Além disso, tem registrado recordes consecutivos de internações. Ontem eram 1.196 pessoas internadas, das quais 654 estavam em leitos clínicos (453 públicos; 201 privados) e 542 em UTIs (396 públicas; 146 privadas).

Segundo o Mais Saúde, a ocupação de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) na macrorregião da Capital está em 100%.

 

fonte: correiodoestado
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