Produtos chegam a custar até 60% a mais, mas local continua abastecido e movimentado

Muitos sacos vermelhos e màscara no vendedor: adaptação do Ceasa em tempos de pandemia (Marcos Maluf)

Entre a histeria da estocagem que desabastece mercados e a desaceleração da economia que diminui a produção das commodities e coloca o dólar nas alturas, o Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) se adapta à época de pandemia e incertezas. Mas tudo segue, por ali, colorido e farto, na manhã desta terça-feira (24), em mais um dia de quarentena em Campo Grande.

A maioria dos produtos trazidos até o Ceasa por esses comerciantes vem do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), onde o movimento caiu até 60%, conforme reportagem da Folha de São Paulo. Em Campo Grande, não há medo de desabastecimento entre quem começa o dia às 4h30 para alimentar a cidade, mas há incertezas sobre o futuro do planeta.

Nesta terça, conforme relataram ao Campo Grande News alguns comerciantes, preços se elevam em até 60%, mas a clientela está reduzida, praticamente, aos mercados e supermercados, que ficam de fora da quarentena por serem considerados serviços essenciais.

Por volta das 6h30, a máquina do Ceasa já reduz o movimento, mas o fluxo de caminhões ainda é constante. Se não fossem as máscaras, as luvas e o passa-passa de álcool em gel nas mãos, tudo parece muito normal no grande abastecedor da cidade. Para garantir que essa rotina de proteção siga firme, os seguranças distribuem panfletos da SES (Secretaria Estadual de Saúde) com normas de higiene.

O comerciante Mauro Gimenez, 52, afirma que, até agora, além dos preços elevados, a pandemia de coronavírus em nada influenciou. “Eu também converso com outros comerciantes, todos estão falando que não tem problema e ninguém fala em falta. O que pesou foi o preço. Tenho uma banca e para mim aumentou entre 50 e 60%”, disse.

Se vai aumentar ainda mais ele não sabe, mais sabe do que depende: a demanda. “Foi uma grande correria nos supermercados, que vêm procurar mais produtos e consequentemente aumenta o valor, mas acredito que vai acalmar nos próximos dias”, opina.

De máscara, Ademir diz não se lembrar de um momento assim (Foto: Marcos Maluf)
Para o comerciante que trabalha há 12 anos no Ceasa, “não há nada parecido”. “Tanto como consumidor quanto empresário, ficamos com medo porque é um período de incerteza grande, ninguém sabe o que vai acontecer”, adianta.

Para Ademir Rodrigues, 56, que fornece produtos há 28 anos, o abastecimento também parece normal com exceção dos valores. “Aumentou a procura nos últimos dias, 20% a mais, tanto na movimentação de empresários como pessoas que vem direto ao Ceasa comprar”, diz.

“ Os valores aumentaram, 10%”, e exibe a banca onde o verde do chuchu e o roxo da batata doce chamam a atenção.

 

fonte: campograndenews
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