Com professores parados, escolas abrem, mas também sem os alunos

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Estudantes e pais foram avisados e não houve transtorno, pelo menos nas primeiras horas da manhã em algumas das escolas da Capital

Funcionários chegando para trabalhar na Escola Estadual Joaquim Murtinho (Foto: Henrique Kawaminami)

Escolas da rede pública em Campo Grande abriram as portas normalmente na manhã desta quarta-feira (2), apesar da greve dos professores. Além dos funcionários administrativos e da limpeza, que não paralisaram as atividades, os portões foram abertos para receber os alunos desavisados, mas pouca gente apareceu.

O Campo Grande News esteve antes das 7h, na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, que fica na Rua Bahia, na região central da cidade, e só encontrou equipe de 4 funcionários da limpeza. Os servidores disseram não ter aparecido ainda nenhum pai ou estudante pego de surpresa com a greve, porque o aviso de que não haveria aulas foi dado com antecedência.

Foi a auxiliar de serviços gerais Maria do Carmo, de 62 anos, que explicou que o setor administrativo trabalhará normalmente hoje e a equipe de limpeza também. Ela apoia, porém, o movimento dos professores. “Tem de fazer mesmo para melhorar. É um serviço desgastante e professores ganham mal”, defendeu.

Nas escolas estaduais Joaquim Murtinho, Coração de Maria e Vespasiano Martins também não houve transtorno e portões estavam abertos.

Portão principal estava aberto na Escolas Estadual Lúcia Martins Coelho, mas só funcionários da limpeza movimentavam local (Foto: Henrique Kawaminami)Portão principal estava aberto na Escolas Estadual Lúcia Martins Coelho, mas só funcionários da limpeza “movimentavam” local (Foto: Henrique Kawaminami)

A paralisação – Professores de todo o Brasil, de diversos níveis, prometem estar nas ruas na quarta-feira (2) e quinta-feira (3) em protesto sobre o panorama da Educação no País. Em Mato Grosso do Sul, uma das entidades que mobilizam o ato é a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). Para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o ato é político e prejudica os alunos.

“É até estranho. Mato Grosso do Sul, se você olhar, nós já pagamos um salário acima do piso nacional, então é de longe o maior salário de professor do Brasil”, comentou o governador em agenda pública nesta terça-feira (2).

O chefe do Executivo estadual não informou se vai descontar o dia não trabalhador da categoria, mas disse que tomará providências. “O grande prejudicado não é o governo, é o aluno, o cidadão, o pai, a família, que muitas vezes vê as aulas paralisadas por algo estritamente político, não tem nada que levaria a uma paralisação como essa. Agora, ao Estado cabe tomar as medidas que tem que ser tomadas, para restabelecer o rito normal nas escolas estaduais”, complementou.

A Fetems alega que o movimento é legítimo e que no Estado, a categoria pretende contestar alterações na carreira do magistério, especialmente em relação aos professores convocados e concursos públicos.

A federação alega que a educação estadual continua a fazer convocações para “vagas puras” (que seriam destinadas a efetivos), cobrando a realização de concurso.

 

fonte: campograndenews

 

 

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