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Combustível pode subir até 10% neste mês, avalia representante dos postos

Apesar de reajuste, Sinpetro descarta risco de problemas de abastecimento

Reajuste de preço pode chegar na bomba nos próximos dias (Foto: Arquivo/Paulo Francis)

O consumidor sul-mato-grossense deve sentir o impacto dos ataques às instalações petrolíferas da Arábia Saudita, dentre 10 e 15 dias. O resultado reflete no preço do combustível. Conforme estimativa do Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes), o reajuste deve variar entre 8% e 10%.

De acordo com gerente executivo da entidade, Edson Lazaroto, o impacto nos preços não deve ser imediato, já que compra foi feita pelas distribuidoras na semana passada. “Somos balizados pelas mudanças do dólar e barril internacional, os dois já foram afetados por isso. Mais cedo ou mais tarde o reajuste vai ocorrer”.

Os ataques às petrolíferas ocorreram no último sábado. Com isto, o índice Brent, referência internacional, teve a maior alta percentual desde 1988. No começo do pregão, nesta segunda-feira, em Londres, o índice ultrapassou os US$ 71 por barril, o que representa mais de 18% em relação à semana passada.

Conforme reportagem do jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro classificou como “atípico” o aumento nos preços do petróleo internacional após os ataques, no entanto, afirmou que a alta não deve durar.

A Petrobrás também desconsidera reajuste imediato, mas não descarta a possibilidade de adotá-lo. A promessa desta gestão do governo Federal era não interferir na política de preços da estatal, o que pode custar à insatisfação dos caminhoneiros.

O mercado local, já considera o reajuste. Conforme Lazaroto, a expectativa é de que as refinarias não segurem o preço do combustível e repassem para as distribuidoras. Com isto, os novos preços devem chegar na bomba.

Falta de combustível – Apesar da possibilidade de reajuste do diesel, o Sinpetro descarta possibilidade de falta de combustível no Estado. “Não existe hipótese de faltar os produtos nos postos. No Brasil, hoje 65% do consumo é de etanol e 35% de gasolina, portanto, se tiver alguma movimentação não será 100%”, destacou.

O ataque sofrido pelas petrolíferas sauditas compromete pelo menos 5% do volume produzido mundialmente e já é considerado a maior interrupção da história.

Greve – O maior temor é que a alta nos preços gere reação dos caminhoneiros. Em maio do ano passado, greve da categoria paralisou o transporte rodoviário de cargas por 11 dias.
O motivo era o reajuste frequente e sem previsibilidade de mínima nos preços dos combustíveis, principalmente o óleo diesel, pela Petrobrás.

A reação se deu principalmente entre os profissionais autônomos . O movimento terminou apenas com intervenção do Exército e PRF (Polícia Rodoviária Federal).

 

fonte: campograndenews
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