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Danificados, vidros do Aquário do Pantanal são trocados

Atual administração deve gastar R$ 40 milhões para concluir obra que se arrasta há nove anos

Serviço começou hoje – Foto: Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

 

A Agência de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) começou hoje a substituir os vidros do Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, o Aquário do Pantanal. Dez chapas de vidro estão sendo substituídas com ajuda de um guindaste.

A troca representa anos de abandono do canteiro de obras. Sem a vedação correta, as placas de vidro acabaram danificadas. O material é importado, permitindo a entrada de luz, mas bloqueando a passagem de calor.

Vencedora da licitação para o serviço, em outubro de 2019, a empres Gomes & Azevedo tinha 30 dias para fazer a substituição. Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura informou que o atraso foi motivado pela demora da entrega do material. “A empresa chegou a pedir prorrogação de prazo para a conclusão da obra, já que estava com dificuldades para obter o material. No entanto, hoje os serviços seguem normalmente”, diz o texto.

A empresa ofereceu valor de R$ 386.450,46 para execução da obra e acabou vencendo a licitação porque sua outra concorrente, Átria Engenharia, acabou desabilitada de participar da licitação por não ter pago o valor total do seguro garantia. O valor correspondia a 1% do valor total previsto no edital, por isso a licitante deveria ter destinado aos cofres públicos R$ 425,33, entretanto, depositou apenas R$ 420. Por conta desses R$ 5,33 a empresa foi considerada inapta para prosseguir no certame, o que deu a vitória para sua única concorrente habilitada, a Gomes e Azevedo.

OUTROS EDITAIS

Está aberta uma licitação para conclusão do revestimento de alumínio composto dos forros internos (do auditório e biblioteca) e das monocapas. Duas empresas concorreram ao certame e foram inabilitadas pela Comissão de Licitação por ausência de cumprimento de exigências previstas no edital. Ambas não apresentaram toda a documentação exigida.

Foi aberto prazo para que ambas se readequassem. Porém, no dia 2 de dezembro, as duas empresas não cumpriram com o formato solicitado para a entrega dos documentos, o que levou o governo a declarar o processo como “fracassado” e abrir outra licitação.

No dia 19 de dezembro, publicação no Diário Oficial Eletrônico (DOE) apontou as empresas Alubond Indústria e Comércio, Aluminum Comunicação Visual e Salver Construtora como concorrentes do novo certame. Entretanto, a Alubond recorreu da decisão da comissão que habilitou suas duas concorrentes. Ambas tem cinco dias para recorrer. A licitação tem valor total de R$ 4.434.413,03.

Outra licitação do Aquário em aberto se trata da contratação de empresa para realizar a conclusão da cobertura metálica com telha calandrada e zipada do trecho 4 do Aquário do Pantanal, no valor de R$ 1.819.614,33. A Montagna Estruturas Metálicas assinou o contrato em novembro do ano passado e já está executando o serviço.

O governo ainda deve abrir mais oito licitação para concluir as obras. A sequência pré-definida pela Agesul é impermeabilização dos tanques, cenografia dos tanques Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho (PCMAT), gradil (retirada dos tapumes e recomposição do gradil do entorno do Aquário), climatização, sistema de suporte à vida, aplicação de acrílico e polimento e sistema elétrico.

HISTÓRICO

Iniciada em 2011, a obra está parada desde de 2014 e sofre o desgaste em decorrência do tempo e do abandono. Orçada inicialmente em R$ 84.749.754,23, a obra inacabada já consumiu mais de R$ 240 milhões do cofre do governo do Estado.

Em um novo levantamento, realizado no ano passado, foi apontado que seriam necessários R$ 40 milhões para recuperar o que foi danificado com o tempo e concluir a construção.

“Sobre investimentos anteriores, a atual gestão do Governo do Estado não se pronuncia e se restringe a falar apenas dos valores de retomada de obra.”, diz nota da Agesul.

Instalado no Parque das Nações Indígenas o centro de pesquisa contará com 32 tanques (24 internos e oito externos) da ictiofauna pantaneira (peixes e répteis), mais de 5,4 milhões de litros de água e um sistema de suporte à vida com condições reais do habitat.

O objetivo é fazer do espaço um centro de referência em pesquisas e, para isso, o empreendimento também terá um museu interativo, biblioteca, auditório com capacidade para 250 pessoas, sala de exposição e laboratórios de pesquisa para estudantes, cientistas e pesquisadores.

 

fonte: correiodoestado
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