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Depois de 2 anos, mosquitos soltos são esperança de controlar dengue na Capital

Expectativa é de que em dois anos, os números de dengue, zica e chikungunya já sofram redução

Lançamento dos mosquitos do Método Wolbachia contou com autoridads na manhã de hoje, no Parque Ayrton Senna. (Foto: Bruna Marques)

 

 

Depois de dois anos de estudos, foi a hora de soltar os “mosquitos do bem” no fim da manhã de hoje, no Parque Ayrton Senna, em Campo Grande. Nas imagens, prefeito Marquinhos Trad (PSD), secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, secretário municipal de saúde, José Mauro Filho, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Corrêa de Medeiros e o médico infectologista da Fiocruz, Rivaldo Venâncio, mostram que a esperança no combate à dengue já está voando pela Capital.

A iniciativa que já comprovou eficácia na redução de 70% dos casos de arboviroses – doenças causadas pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela –  em Niterói, no Rio de Janeiro, chega a Campo Grande em duas etapas. A primeira engloba sete bairros que sempre estiveram no topo do ranking de casos: Guanandi, Aero Rancho, Jardim Batistão, Jardim Centenário, Coophavila II, Tijuca e Parque do Lageado.

Na segunda fase, outros bairros vão receber o mosquito, são eles: Alves Pereira, Jardim Centro-Oeste, Vila Jacy, Jóquei Clube, Los Angeles, Parati, Pioneiros, Piratininga, Taquarussu, Moreninhas e Jardim América.

A Capital será a primeira cidade do País a receber os mosquitos em toda a sua área urbana. A justificativa está nos dados, só neste ano, 42 pessoas morreram e foram mais de 71,4 mil casos notificados.

O investimento no Método Wolbachia no Brasil está sendo todo custeado pelo Governo Federal, que incluiu a reforma da biofábrica, onde são fabricados os mosquitos, equipamentos e materiais.

A biofábrica é responsável pela produção do mosquito Aedes aegypti com a Wolbachia, bactéria encontrada em 60% dos insetos, mas que justamente no mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya não está presente. Quando encontrada, a bactéria tem a capacidade reduzida de transmitir as três doenças citadas.

Criada pelo World Mosquito Program, no Brasil a iniciativa é conduzida pela Fiocruz e na Capital está sendo implementada com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura.

“Dois anos atrás começamos um estudo técnico para combater a causa, tínhamos que eliminar o Aedes aegypti, apenas o fumacê e alguns outros combativos não estavam sendo suficientes”, recorda o prefeito Marquinhos Trad.

Chamados carinhosamente de “mosquito do bem, Marquinhos já visualiza que casos de dengue podem ficar no passado. “Num futuro bem próximo, não haverá mais casos de dengue, zika e chikungunya na nossa cidade”.

Secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende fala que a bactéria tem a capacidade de reduzir a transmissão dessas doenças e que o Governo do Estado continuará fazendo todo enfrentamento. “Estamos na campanha, na quarentena, limpe o seu quintal. A dengue acontece no período chuvoso e estamos iniciando esse período agora”, alerta o secretário.

Secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho, fala que a expectativa é boa quanto ao uso do método.

“Campo Grande passa por duas epidemias consecutivas, o mosquito se adaptou ao nosso clima, aos nossos lares, e infelizmente, temos a cultura de não limparmos nossos terrenos. Precisamos que a população tome essas medidas de prevenção para que possamos, ao longo do tempo e pelos métodos biológicos, termos efeito. Acreditamos que este seja o caminho, a expectativa é que em torno de dois anos já começamos a ter índices já avaliados como diminuição, e em cinco anos, tenhamos uma resposta efetiva”, ressalta.

Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnado Corrêa de Medeiros, ressalta que o projeto é extremamente importante como alternativa sustentável para o controle das arboviroses.

“Começamos o projeto em Niterói, onde tivemos redução de 70% das transmissões de algumas arboviroses. O projeto é precioso para o Ministério da Saúde”, destaca.

 

 

fonte: campograndenews
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