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Doenças crônicas podem ser confundidas com Covid-19

Pneumologista da dicas para evitar crises de doenças respiratórias

Inverno de Mato Grosso do Sul é marcado pelo tempo seco, condição alarmante para a saúde.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar vai variar entre 20% e 60%, podendo chegar a até 10% nesta semana em Campo Grande.

Segundo o médico pneumologista Ronaldo Perches Queiroz, é comum que neste período do ano, até os meses de setembro e outubro, a baixa umidade do ar provoque aumento de resfriados e gripes comuns, e que crises de doenças crônicas piorem.

“Esse período não é nada favorável para pessoas portadoras de doenças crônicas. Chamamos isso [piora das doenças] de processo de aglutinação, ou de exacerbação. Então pacientes que estavam bem, tem alta chance de entrar em crise”, explicou o médico.

Rodrigo lembra ainda que os sintomas dessas doenças crônicas podem ser confundidos com o da Covid-19. “É preciso que, diante de qualquer sintoma, procurem assistência médica para que gripes e alergias sejam diferenciadas do coronavírus”, ressalta.

Foi o caso da estudante Rafaela Moreira, 21 anos, que sofre de rinite e relatou que todos os anos, durante o período de inverno, vê as crises piorarem. Em junho deste ano, não foi diferente.

“Tive febre, dor de cabeça e no corpo, cheguei a ter falta de ar. Como estou trabalhando normalmente, achei que podia ter pegado o coronavírus”, comentou.

Rafaela procurou atendimento no Polo Ayrton Senna, onde passou por uma triagem. “Lá uma médica me examinou e falou que os sintomas tinham mais a ver com crise de sinusite, então nem cheguei a fazer o teste da Covid-19”.

Ela falou que só depois disso tomou o remédio para controlar a alergia, que não tinha ingerido antes por medo de, se estivesse com o coronavírus, pudesse agravar a doença. “Depois disso em pouco tempo melhorei”.

O que fazer?

O pneumologista afirmou que as medidas para evitar essas crises já são conhecidas: ingerir bastante líquido, ter uma alimentação balanceada, evitar banhos quentes e o uso de ar-condicionado, além de manter o isolamento social.

“Se possível, também, colocar aparelhos de umidificar o ar em lugares de área comum da casa, como o quarto e a sala. Quem não tiver, colocar uma bacia com água em baixo da cama, ou ainda uma toalha molhada na janela, isso já ajuda”, acentuou.

Rafaela contou que só em rua casa, tem quatro aparelhos umidificadores. Ela reforçou que toda a família usa, e que a ajuda bastante nesses períodos de crise. “É meu melhor amigo”, garantiu.

 

fonte: correiodoestado
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