Estado pode ter supersafra de soja e chegar a 12 milhões de toneladas

Regularidade das chuvas tem efeito positivo no desenvolvimento das lavouras

Chuvas vão determinar o bom desenvolvimento das lavouras – Álvaro Rezende

 

Com a regularidade na incidência de chuvas em todo o Estado, a estimativa de produtividade da safra 2020/2021 de soja foi revisada para cima.

De acordo com o boletim técnico do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS) Mato Grosso do Sul pode chegar a colher 12 milhões de toneladas da oleaginosa.

Conforme o boletim, os técnicos estiveram nas lavouras e constataram que as chuvas chegaram em um bom momento, melhorando o desempenho das plantas em todo Estado.

Choveu entre 25 a 105 milímetros no período, contribuindo para o aumento da umidade no solo e com isso favorecendo o desenvolvimento das plantas.

“Esse é o momento crucial da produção, onde grande parte das áreas está em fase de enchimento de grão, diante disso, é fundamental que ocorram chuvas frequentes”, cita o boletim.

Ainda de acordo com os dados do relatório, 93% das lavouras de soja do Estado podem ser consideradas boas, apenas 1% ruim e 6% regulares. A região Sul tem o melhor desempenho: 99,5% bom e 0,5% regular. No boletim anterior, 92% das lavouras estavam nas condições consideradas boas, 2% ruins e 6% regulares.

“Essa regularização hídrica é extremamente positiva para a produtividade. Com o aumento da área praticamente consolidado, mantemos a expectativa de colher mais de 11,5 milhões de toneladas de soja nessa safra, o que é um volume expressivo e novo recorde de produção do Estado”, disse o titular da secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.

A área plantada com soja em Mato Grosso do Sul teve aumento estimado em 7,55%, passando de 3,389 milhões para 3,645 milhões de hectares.

Com a expectativa de colher 53 sacas por hectare, o volume esperado é de 11,591 milhões de toneladas, representando aumento de 2,35% em relação à safra 2019/2020 que foi de 11,325 milhões de toneladas.

As precipitações que ocorrerem até a primeira semana de fevereiro definirão como será a produtividade da soja nesta safra, ressaltam os técnicos.

COMERCIALIZAÇÃO

O preço médio da saca de soja com 60 kg, no mês de janeiro, ficou em R$ 153,56. Valorização de 98,55% no comparativo com dezembro do ano passado, quando a oleaginosa havia sido cotada, em média, a R$ 71,65.

De acordo com o boletim, o valor não significa que o produtor realizou ou esteja realizando negociações neste preço, “isso ocorre devido a intensa exportação de soja brasileira e sul mato-grossense no período, de forma que praticamente não existe soja a ser comercializada até a colheita da safra de soja 2020/2021 que ocorrerá apenas no final de janeiro de 2021.”, detalha a nota técnica.

Mais da metade da safra de soja, ainda em desenvolvimento, já foi comercializada. Segundo levantamento realizado pela Granos Corretora, até 11 de janeiro, o MS já havia comercializado 60,35% da safra 2020/21, avanço de 2 pontos percentuais quando comparado ao mesmo período de 2020 para a safra 2019/2020.

 

 

fonte: correiodoestado
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