Estado reativa centro de monitoramento de combate a incêndios e amplia ações preventivas para evitar queimadas

Agosto, setembro e outubro são os meses mais críticos para a seca, o que propicia queimadas.

 

– Gerson Oliveira

 

Mato Grosso do Sul já registrou 1.384 focos de incêndio desde o início de 2022. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Nesta segunda-feira (18), uma reunião foi realizada com o objetivo de debater as tratativas que serão tomadas pelas autoridades para combater os incêndios florestais, que costumam se agravar com a intensificação do período de seca no estado.

Na reunião, estavam presentes o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o secretário Antônio Carlos Videira, da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), o coronel Dijan Leite, comandante geral do Corpo de Bombeiros do MS, e André Borges, diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul.

Jaime Verruck destacou que ações preventivas já estão sendo feitas há alguns meses, mas que agora é um período mais crítico devido ao tempo seco.

“Nós já estamos fazendo isso já há alguns meses. Mas agora nós temos um alerta de que esse é um período mais crítico. Por isso decidimos que nós vamos publicar o decreto de emergência de incêndios florestais de Mato Grosso do Sul agora”, reforçou.

O Estado irá decretar emergência ambiental, e busca soluções para reduzir os danos. Uma delas é reativar o Centro Integrado de Monitoramento dos Bombeiros.

“A ideia é reativar imediatamente lá no CIOPS, na Polícia Militar, o Centro Integrado de Monitoramento dos Bombeiros, Imasul, Semagro e Sejusp. Fazer uma intensificação da fiscalização e do monitoramento, do patrulhamento por das áreas por parte da Polícia Militar Ambiental e também continuar com as ações de prevenção de fazer aceiros nas propriedades e que são extremamente importantes para evitar aí desastres maiores”, explicou.

Na reunião também foi destacado que os meses de agosto, setembro e outubro são os mais críticos para a seca e os que mais propiciam queimadas.

“Hoje nós vamos ter ondas de calor muito fortes, secas e alguns ventos mais intensos. Junto a isso, a umidade do ar baixa, vento e falta de chuva. Então por isso fizemos a reunião, fazendo o planejamento com a participação de todas as entidades”, enfatizou.

De acordo com o secretário, ainda foram debatidas as questões de aumento nas horas de voo para as aeronaves de combate a incêndios, ampliação dos recursos humanos, destinação de equipamentos e todo o planejamento diante desse evento crítico que pode ocorrer nos próximos três meses.

 

 

fonte: correiodoestado
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