Plano de biossegurança conta com evacuação aeromédica de casos graves do covid-19 e ala específica para atendimento de suspeitas

Aeronaves fazem parte do treinamento que simula situação reais (Foto: Divulgação)

Sob argumento de que a manobra é “fundamental, até mesmo para atender a situação de pandemia”, a Força Aérea Brasileira vai manter a realização da 3º edição Exop Tápio (Exercício Operacional Tápio),  no período entre 17 de agosto e 4 de setembro, em Campo Grande. Em resposta ao Campo Grande News, a FAB afirmou que vai fazer teste para a presença de novo coronavírus nos 700 militares participantes, dois dias antes do início do evento.

A realização do evento gerou questionamento por causa da aglomeração de militares,  que contraria recomendações das autoridades de saúde. Reportagem desta manhã mostra preocupação entre vizinhos da Base Área, e militares de dentro do quartel, com o risco de contágio.

A FAB diz que seguirá normas de biossegurança para não ter de cancelar o evento, como o uso de equipamentos de proteção, distanciamento social, testagem em massa e montagem de esquema para isolar e tratar eventuais casos positivos.

Segundo informado, tanto os residentes de Campo Grande quanto os que moram fora de Mato Grosso do Sul realizarão teste de detecção de covid-19. De acordo com a Aeronáutica, os militares com teste positivo serão excluídos do exercício militar.

Conforme a resposta, também haverá ações de prevenção e monitoramento dos participantes.

“As próprias aeronaves da FAB podem ser adaptadas para realizar a evacuação aeromédica de possíveis pacientes graves para organizações de Saúde da Aeronáutica fora do Estado”, diz o texto.

Se algum militar tiver suspeita de covid-19,  será isolado, diz a Força Aérea. O tratamento, nesse caso, será pelo Sistema de Saúde da Aeronáutica,” não sobrecarregando, assim, sistema de saúde da Capital”.

Monitoramento – O controle dos locais de hospedagem e dependências vai usar, ainda de acordo com o informado, um sistema por meio de QRCode. Isso quer dizer que, segundo a Força Aérea, caso seja detectado um militar infectado, será possível  rastrear o trajeto os contatos da pessoa.

Conforme a organização, os militares foram orientados a permanecerem em seus locais de hospedagem, saindo apenas quando necessário, para o atendimento das escalas de voo e engajamentos operacionais, e todas as atividades que não exijam, obrigatoriamente, a presença do militar, deverão ocorrer de maneira remota, de forma isolada, nos seus alojamentos. Os militares também seguirão as determinações das autoridades locais quanto ao assunto.

Cenário de guerra – O evento tem como objetivo adestrar as Comprep (Unidades Aéreas e de Infantaria do Comando de Preparo) no cumprimento de ações de força aérea em cenário de guerra.

Em nota, a FAB afirma que a realização do exercício operacional é fundamental para garantir a continuidade da capacitação dos militares da instituição e a pronta-resposta em missões como as de combate aos focos de incêndio no Pantanal, a Operação Verde-Brasil 2 e a Operação Covid-19, estão em curso no momento, além da atuação em casos de resgate de enfermos em navios e transporte de medicamentos, também citadas.

 

fonte campograndenews
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