Geração de energia solar em MS aumenta 75% em 11 meses

Potência instalada da geração distribuída no Estado atingiu 175,5 megawatts

Foto: Divulgação

Em menos de 1 ano, Mato Grosso do Sul aumentou a potência instalada na geração distribuída em 75%, indica a ABGD, associação que representa o setor no País.

A geração distribuída engloba pequenos empreendimentos geradores, como as placas de energia solar residenciais e comerciais.

Em agosto de 2020, havia no Estado 102 megawatts de potência instalada na geração distribuída. Agora, segundo a ABGD, as placas de energia solar já geram 175,37 megawatts.

O volume se aproxima da capacidade de uma termelétrica inteira como a Willian Arjona, instalada em Campo Grande, que é de 190 megawatts.

Há quase 1 ano, o Estado tinha 10,8 mil usinas de microgeração e minigeração (casas ou estabelecimentos comerciais) cadastradas no sistema de geração distribuída da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Agora são 14,6 mil unidades, residenciais ou comerciais.

O sistema de geração distribuída também, além da energia solar, também engloba a geração de energia de biomassa, eólica e hídrica (pequenas centrais hidrelétricas).

Taxação

Embora ofereça muitos benefícios aos consumidores, a geração distribuída enfrenta desafio para se consolidar no País: a proposta de revisão da Resolução Normativa 482, que regulamenta os créditos em energia que são obtidos pelos consumidores.

Se for aprovada, a revisão da proposta pela Agência Nacional e Energia Elétrica (ANEEL), o consumidor poderá receber de volta apenas 37% da energia produzida por ele e injetada na rede.

A justificativa da Aneel, é a de que os subsídios à geração distribuída são pagos pelos consumidores convencionais das distribuidoras.

No Congresso Nacional, está em tramitação um projeto de lei, que repartiria os custos destes subsídios previstos na Resolução Normativa 482.

Expansão

Enquanto os investimentos não chegam, empresas e até mesmo entidades de classe apostam na energia solar para economizar, e ainda para reduzir a carga no sistema hídrico brasileiro, que passa por crise.

Nesta quarta-feira (28), por exemplo, a Seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) tornou-se a primeira sede regional do Brasil a utilizar energia solar.

A economia prevista é de R$ 400 mil ao ano, ficando em torno de R$ 33,3 mil por mês. De agora em diante, todos os prédios da OAB em Campo Grande usarão, exclusivamente, a matriz de energia limpa.

Para o conselheiro federal e vice-presidente da Escola Superior de Advocacia Nacional (ESA), Luis Cláudio Alves Pereira Bitto, a iniciativa foi essencial diante dos aumentos de energia em que o Estado tem passado.

“Essa foi uma iniciativa da OAB de Mato Grosso do Sul, por meio do presidente Mansour Elias Karmouche. Nós vivemos um momento com problemas de aumento de energia, uma possibilidade de ter uma crise hídrica. Então, esse é o compromisso da OAB de visão de futuro”, ressalta.

O planejamento demorou 2 meses para sair do papel e a execução da obra levou apenas 1 mês.

Conforme informado pelo tesoureiro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), José Augusto de Noronha, Mato Grosso do Sul será como referência para as outras sedes poderem implantar o sistema de geração de energia. “Mato Grosso do Sul integra um projeto piloto. Esse é o primeiro projeto”, lembra.

fonte: correiodoestado
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