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Imasul identifica 104 novas espécies de peixes no Pantanal e amplia inventário em 40%

Especialistas do Laboratório de Ictiologia do Imasul realizam expedição para catalogar espécies na Bacia do Alto Paraguai, no Pantanal

Equipe técnica do projeto conta com servidores do Imasul e bolsistas das universidades parceiras – Divulgação

 

 

Pesquisadores do Laboratório de Ictiologia do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) registraram 104 novas espécies de peixes na região do Pantanal. O projeto tem objetivo de atualizar o inventário ictiológico da Bacia do Alto Paraguai e proporcionou aumento de 40% no inventário de peixes do Estado.

O coordenador do Laboratório e biólogo, Heriberto Gimenes Júnior, explica que o projeto é importante por possibilitar a descoberta de diversas espécies que são novas para a ciência e fomentam a pesquisa do Pantanal em Mato Grosso do Sul.

O projeto é realizado há quatro anos, período em que as equipes técnicas do laboratória já realizaram 51 expedições ao local para coletar amostras. As espécies coletadas são conservados em formol e todas as informações são catalogadas e enviadas para a coleção de peixe do Laboratório localizado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

As expedições contam com três técnicos especialistas do Imasul, que ficam em campo em média por uma semana em cada visita. Para realizar a captura dos peixes, a equipe faz uso de redes de pesca, tarrafas, armadilhas e o mergulho.

As amostras coletadas ficam reservadas em formol e posteriormente são inspecionadas para identificar todas as informações da espécie, como cor, tamanho e quantidade de nadadeiras.

Quando uma nova espécie é identificada, há uma nova etapa na pesquisa, onde são coletadas informações como a dieta, o desenvolvimento, a reprodução e o habitat do peixe.

No Laboratória estão abrigados atualmente 7,500 mil peixes de 220 diferentes espécies, onde 135 são pantaneiras. Os peixes estão distribuídos em 150 tanques de água. Os cuidados para manter os animais em ambiente saudável e protegidos são realizados pela equipe técnica, que faz os protocolos de manejo e alimentação dos peixes.

O Projeto de Ictiologia é gerido pelos biólogos, Heriberto Junior e Ricardo Rech, e tem apoio de 26 pesquisadores, entre servidores e bolsistas, de nove instituições parceiras, que são:

A UFMS, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade de Brasília (UNB), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

fonte: correiodoestado
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