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Inquérito apura falta de equipamento para cirurgia no Regional

Paciente procurou o Ministério Público após ter cirurgia negada

Paciente de 70 anos procurou Ouvidoria do MPMS após ter cirurgia negada – Foto: Arquivo/Correio do Estado

 

O Ministério Público Estadual (MPMS) abriu inquérito para investigar condutas do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, localizado em Campo Grande, após ser acionado por um paciente da unidade de saúde. O intuito principal do inquérito civil é apurar os motivos para a não realização de um procedimento cirúrgico na próstata requisitado pelo homem de 70 anos, que procurou a Ouvidoria do MPMS.

Segundo o inquérito, a cirurgia não pôde ser realizada porque o ressector, equipamento da unidade de saúde necessário para o procedimento, encontra-se quebrado. De acordo com o histórico médico do paciente, o mesmo precisava refazer um procedimento de ressecção da uretra, já feito anteriormente.

No fim do ano passado, o homem conseguiu ser atendido no Hospital Regional e realizar na unidade de saúde a primeira cirurgia, que tinha a intenção de reduzir um estreitamento de uretra. Depois da realização do procedimento, uma sonda foi instalada para auxiliar na recuperação. Entretanto, após alguns meses, o problema voltou a ocorrer, exigindo uma nova cirurgia.

O paciente tentou procurar novamente o serviço, sendo informado sobre o aparelho danificado. Para evitar a total obstrução da uretra e minimizar a atual condição, outra sonda foi instalada. A longo prazo, a sonda pode ocasionar problemas como infecções, pedras na bexiga e função renal reduzida, principalmente por se tratar de um idoso.

Através da instauração do inquérito, é solicitada a imediata aquisição, por parte dos responsáveis pela aparelhagem do hospital, do ressector. O caso segue em andamento na 57ª Promotoria de Justiça de Campo Grande

INTIMAÇÃO

Constantemente alvo de reclamações por parte dos usuá­rios, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), informou, após solicitação do Ministério Público do Estado (MPMS), que 1.140 pessoas morreram no local, entre 1º de fevereiro e 14 de outubro de 2019. Ou seja, neste período de sete meses e meio, uma média de cinco pacientes morreram por dia dentro da unidade. O HR, segundo assessoria, recebe cerca de 120 mil pacientes no ano.

No início de outubro, o Hospital Regional foi intimado a apresentar, no prazo de 15 dias, relatórios com números de pacientes que morreram no decorrer dos meses de janeiro a outubro. A informação que o juiz queria era sobre mortes decorrentes da ausência de materiais, exames e por terem aguardado atendimento por falta do número adequado de profissionais.

Outra intimação é para que o hospital compre os materiais, restabeleça a integralidade do funcionamento de serviços e contrate funcionários no prazo de 30 dias, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia.

 

fonte: correiodoestado

 

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