Mato Grosso do Sul é o terceiro estado com maior solicitação de refúgio no Brasil

Corumbá, que faz fronteira com o Paraguai e Bolívia, é a principal cidade de entrada dos refugiados

A maior parte dos imigrantes no Brasil são oriundos da Venezuela – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Mato Grosso do Sul é o terceiro estado com o maior registro de solicitações de refúgio no Brasil.

De acordo com dados do relatório anual do Observatório das Imigrações Internacionais (OBMigra), com dados de 2020, o Estado tem 3,5% das solicitações de refúgio, atrás apenas de Roraima, que tem 81%, e São Paulo, com 9,7%.

No Estado, a principal cidade de ingresso dos refugiados é Corumbá, que faz fronteira com o Paraguai e a Bolívia.

Em números absolutos, 146 pessoas pediram refúgio no Estado no ano passado.

Apesar de ser o terceiro com mais registros, as solicitações tiveram queda no comparativo com 2019, quando 2.662 pessoas solicitaram refúgio no Estado.

Segundo o relatório, o motivo para a queda é a pandemia de Covid-19.

Os dados divulgados nesta semana foram elaborados pelo OBMigra a partir dos registros da Polícia Federal, por meio do Sistema de Tráfego Internacional (STI).

Movimento na fronteira

As restrições à mobilidade internacional de pessoas, impostas em alguns locais por causa da pandemia, levaram à redução de 52,9% nos movimentos de entrada e saída de estrangeiros em Mato Grosso do Sul.

O movimento de não brasileiros pelos postos de fronteira do Estado diminuiu no ano passado na comparação com o ano anterior, com circulação de 65.011 estrangeiros, enquanto em 2019 foram 137.926.

7,8% nos movimentos de entrada e saída do Brasil, na comparação com o observado no ano de 2019.

Em todo o Brasil, segundo o relatório, a movimentação caiu 67,8%. Enquanto em 2019 circularam cerca de 14 milhões de pessoas nos pontos de fronteira do Brasil, no ano passado esse número foi de cerca de 4 milhões, incluindo estrangeiros e brasileiros.

Depois dos brasileiros, os argentinos foram a nacionalidade que mais se movimentou no país (1,9 milhão), seguido de cidadãos dos Estados Unidos (318 mil), chilenos (288 mil), paraguaios (278 mil) e uruguaios (251 mil).

Imigração

Enquanto os registros de movimentação na fronteira abarca todo o universo de pessoas que transitam pelas fronteiras do país, independente do motivo, o registro migratório contempla apenas o universo dos imigrantes e refugiados regularizados no país.

Neste quesito, também houve queda no número de registros de imigrantes no ano de 2020, quando comparados a 2019, com redução de -64,4% em Mato Grosso do Sul.

Conforme o relatório, enquanto em 2019 foram 1.347 imigrantes regularizados, no ano passado foram apenas 480 em todo o Estado.

No Brasil, a redução foi de quase 40%.

A maior parte dos imigrantes no País  são oriundos da Venezuela e do Haiti, que juntos responderam por quase 70% dos registros em 2020.

Por causa da pandemia, a cidade de Manaus ocupou o segundo posto como lugar de residência dos imigrantes (12,6 mil), atrás apenas de Boa Vista (138 mil), que já ocupa a primeira posição há alguns anos, após o aumento do fluxo migratório de venezuelanos ao Brasil.

Com isso, a cidade de São Paulo, que historicamente sempre foi a principal cidade com imigrantes no país, caiu para o terceiro lugar (12 mil).

fonte: correiodoestado
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