Murtinho vai exportar mais do que o dobro de soja nesta safra

Rota pelo Rio Paraguai deve escoar 880 mil toneladas

Murtinho vai exportar mais do que o dobro de soja nesta safra – Foto: Edemir Rodrigues

 

Contando com estrutura para disciplinar e agilizar o fluxo de caminhões até os armazéns, a partir da construção pelo governo do Estado do Anel Viário que contorna a cidade em direção aos terminais portuários, Porto Murtinho deve dobrar este ano as exportações de soja pela hidrovia do Rio Paraguai.

Da safra recorde, de 11,5 milhões, os dois portos em operação trabalham com expectativa de escoar 8%, cerca de 880 mil toneladas.

O volume das exportações da oleaginosa pela zona portuária de Porto Murtinho cresceu 57,83% no acumulado de janeiro a dezembro de 2020, em relação ao mesmo período de 2019, com a entrada em atividade do porto da FV Cereais e do incremento nas estruturas da Agência Portuária de Porto Murtinho (APPM).

Em 2019, foram transportadas 233 mil toneladas, já no ano passado foram 384 mil toneladas, com balanço total de 396 mil toneladas.

Para o secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), os investimentos em obras estruturantes em Murtinho refletem a estratégia do governo do Estado de potencializar a vocação da região, entendendo a hidrovia do Paraguai como canal natural e vital para oportunizar e ampliar as exportações a mercados extremamente demandantes.

OPERANDO EM PLENA CARGA

A melhoria da logística com a implantação do Anel Viário está permitindo acelerar a saída da soja. Com a retirada do tráfego pesado do centro da cidade, hoje, a FV Cereais opera o sistema de descarga durante o período de até 17 horas – das 6h às 23h.

“Além do transtorno que os caminhões causavam na área urbana, a prefeitura limitou o horário de passagem das cargas e isso implicava em demora nos desembarques”, disse Valdomiro Santos, gerente do terminal.

A intensa movimentação de cargas, com impactos na pavimentação da BR-267, traduz a preocupação dos operadores em antecipar os embarques, antevendo limitações do Rio Paraguai a partir de setembro, com a previsão de uma nova seca na bacia do Pantanal.

No ano passado, com o nível do rio abaixo de sete pés (2,10 m), a navegação comercial foi suspensa em agosto, deixando de transportar 50% do volume previsto de soja e minério de ferro.

Atualmente, o armazém do empreendimento recebe, em média, cinco mil toneladas por dia de grãos, quantidade também embarcada simultaneamente, garantindo operação em plena carga. O terminal tem contratado para escoamento 400 mil toneladas de soja, podendo chegar a 700 mil toneladas.

O transporte é feito por quatro comboios em direção a San Lorenzo, na Argentina, distante 2.232 km de Porto Murtinho, com um volume mensal de 64 mil toneladas.

fonte: correiodoestado
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