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Nas ruas, passe ainda está R$ 3,95 e deve subir só na quarta-feira

TCE ainda precisa publicar decisão de derrubar a liminar que suspendeu o reajuste em Diário Oficial

Placas ainda indicam a tarifa a R$ 3,95 nos guichês da Praça Ary Coelho (Foto: Henrique Kawaminami)

 

Nas plataformas de pré-embarque da Praça Ary Coelho, no centro de Campo Grande, e nos terminais de ônibus, o passe de ônibus ainda não subiu para R$ 4,10, como anunciado ontem. Quem chegou ao Terminal Morenão por volta das 5h30 desta terça-feira (21) ainda pagou R$ 3,95 para embarcar.

No Terminal Hércules Maymone, que fica em frente à escola estadual com o mesmo nome, as placas nos guichês de acesso ainda indicam o antigo valor e segundo a cobradora não há previsão de quando o passe sobe. “Não sei nem se vai ser hoje”.

No Centro, a placas dos guichês também não foram trocadas e a atendente informa a todo momento que o valor cobrado ainda é o de R$ 3,95 e que não sabe ao certo quando vai subir. “Precisa chegar a notificação”, explica, sem mais detalhes.

O diretor do Consórcio Guaicurus, João Rezende, explica que para colocar o reajuste em prática ainda são necessárias publicações por parte do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e da Prefeitura de Campo Grande em Diário Oficial, o que deve acontecer entre hoje e amanhã. “Tecnicamente não temos como fazer a mudança hoje. Então deve ocorrer só amanhã”, explica.

Embora ainda não esteja valendo, o passe a R$ 4,10 é motivo de reclamação. O jardineiro Joarez Garcia, 58 anos, afirma que o valor anterior já pesava no bolso e que os usuários não veem melhorias. “A população só [os novos ônibus] viu quando apresentou, mas até agora não viu nas ruas”. “Os ônibus atrasam, os terminais não tem nenhum bebedouro para o povo tomar água. Para onde que vai todo esse dinheiro?”, questiona.

Decisão – Durante reunião na manhã de ontem, no TCE, ficou definido que a partir hoje voltava a em Campo Grande a decreto que reajustou a tarifa do transporte coletivo urbano para R$ 4,10.

Segundo o conselheiro Waldir Neves, responsável pela medida que embargou o aumento, a liminar que garantia o valor de R$ 3,95 cai porque durante o encontro o Consórcio Guaicurus conseguiu apresentar dados que demonstram a necessidade de acréscimo.

Passageiros esperam para embarcar na Praça Ary Coelho (Foto: Henrique Kawaminami)
Passageiros esperam para embarcar na Praça Ary Coelho (Foto: Henrique Kawaminami)

Sobe e desce – O decreto do reajuste é de 28 de dezembro, mas liminar expedida pelo TCE no dia 7 de janeiro suspendeu o acréscimo dos R$ 0,15.

A medida cautelar foi dada como parte de processo de inspeção do contrato entre a prefeitura e Consórcio, firmado em 2012. De acordo com o texto, a Divisão de Fiscalização de Contratação Pública, Parcerias e Convênios do Estado e dos

Municípios apontou 18 pontos problemáticos no cumprimento do contrato estabelecido com a prefeitura. Até agora 4 já foram resolvidos, segundo o consórcio, como a instalação de elevadores para deficientes físicos.

Na reunião de ontem, ficou definida a contrapartida das empresas que exploram o transporte coletivo, um TAG (Termo de Ajuste de Gestão) para solucionar 14 pontos ainda problemáticos, entre eles, atualização da frota.

 

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