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Pela terceira vez, MPE quer guardas municipais na prisão

Testemunha estaria sendo ameaçada de morte

Garras pleiteou o restabelecimento da prisão preventiva – Foto: Divulgação

 

Pela terceira vez Ministério Público Estadual (MPE/MS) pede a prisão dos guardas municipais supostamente envolvidos em crime de pistolagem, Robert Vitor Kopetski e Rafael Antunes Vieira, além do motorista de aplicativo Flavio Narciso Morais. A justificativa do pedido de prisão da procuradora de Justiça Sara Francisco Silva é de que esposa do guarda municipal, Marcelo Rios que foi preso depois de ter sido flagrado com arsenal em vários endereços, está sendo ameaçada de morte porque os guardas temem uma delação da parte dela. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) pleiteou o restabelecimento da prisão preventiva dos recorridos.

A justificativa da procuradora de Justiça Sara Francisco Silva, que assinou o pedido de prisão dos autores, alegou nos autos a importância de se destacar que a testemunha Eliane Benitez Batalha dos Santos – esposa do guarda municipal que está preso por suposto crime de pistolagem, Marcelo Rios – corre perigo de vida por ser alvo da suposta organização criminosa em questão e que os três guardas municipais passaram a persegui-la em razão de ser esposa do denunciado. De acordo com o documento, os outros suspeitos temiam uma espécie de delação da parte da testemunha.

Os três guardas municipais estariam ameaçando Eliane de morte e teriam controlado todas as atividades dela. Ainda de acordo com os autos, os três guardas estariam selecionando até mesmo os lugares que Eliane poderia frequentar e as pessoas que conversariam com ela, bem como mantiveram vigia permanente em sua residência.

A procuradora alegou que apenas as medidas cautelares impostas pela Justiça não são suficientes para assegurar que a vida de Eliane seja resguardada e por esse motivo, pede a prisão dos guardas. “ A citada decisão merece reforma, a fim de ser estabelecida a prisão cautelar dos recorridos para assegurar a ordem pública, a aplicação da lei penal e por conveniência da instrução criminal, sendo insuficiente a aplicação das medidas cautelares”, diz parte do documento assinado pela procuradora.

No dia 31 de maio a Justiça determinou que a prisão preventiva dos autores fosse substituída por medidas cautelares, como o comparecimento ao juízo para detalhar atividades, bem como proibindo contato com Eliane, alegando que a prisão era desnecessária porque a paz social havia sido restabelecida.

Na conclusão do documento, a procuradora declarou que a decisão proferida pela juíza da 3ª Vara criminal deve ser reformada a fim de ser restabelecida a prisão preventiva dos recorridos.

ENTENDA O CASO 

Marcelo Rios foi preso em 19 de maio deste ano, depois de ter sido flagrado com um arsenal em vários endereços. A maior parte das armas estava em uma casa localizada no Bairro Monte Líbano. No local, havia seis fuzis (dois AK-47 de calibre 762 e quatro de calibre 556), um revólver 357, 11 pistolas 9 milímetros, quatro pistolas .40, uma pistola de calibre 22 e outra pistola de calibre 380, além de duas espingardas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 22. Também foram encontradas 1.753 munições, 392 para os fuzis AK-47.

Na semana seguinte à prisão de Marcelo, Eliane, conforme consta nas investigações, passou a ser assediada pelos colegas do marido. Por isso, os outros dois guardas municipais e o motorista de aplicativo foram presos em seguida por obstrução da Justiça. Eles foram libertados no início de junho e, desde então, o Ministério Público quer mandá-los de volta à prisão. Atualmente, as armas estão armazenadas na Polícia Federal, e Marcelo Rios foi transferido para penitenciária federal.

A força-tarefa do Garras, investiga três execuções ocorridas desde o ano passado na Capital em que armas semelhantes às apreendidas foram utilizadas contras as vítimas.

 

fonte: correiodoestado

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