Pesquisa revela que 55,1% concorda com fechamento de igrejas para combater Covid-19

Em contrapartida, 41,4% não concorda com esta medida, e 3,5% não sabe ou não opinou

Pesquisa revela que 55,1% concorda com fechamento de igrejas para combater Covid-19 – Arquivo

 

De acordo com a instituição Paraná Pesquisas, 55,1% dos brasileiros concordam que as igrejas deveriam ficar fechadas como forma de combate ao contágio do coronavírus.

Em contrapartida, 41,4% não concorda com esta medida, e 3,5% não sabe ou não opinou.

Na região Centro-Oeste e Norte, 52,8% quer que as igrejas fechem, 43,9% concorda que elas continuem abertas e 3,3% não sabem ou não opinaram.

O público que mais concordou com a restrição religiosa foram os jovens, de 16 a 24 anos: 64,9%, contra 32,6% que não concordam.

Já a faixa etária que mais discordou do fechamento das instituições, 45,2%, foi a de 60 anos ou mais, contra 50,9% que concordou.

A pergunta exata feita pela pesquisa foi: O(A) Sr(a) concorda ou discorda que as igrejas devem ficar fechadas para ajudar a conter a Covid-19?

Foram entrevistados através de ligação telefônica 2 176 brasileiros com 16 anos ou mais, de 204 municípios de todos os estados brasileiros, incluso o Distrito Federal, entre os dias 12 a 16 de abril deste ano.

A amostra tem um grau de confiança de 95%, com uma margem de erro estimada em cerca de 2% para os resultados gerais.

Em Mato Grosso do Sul, os cultos religiosos só foram proibidos no início da pandemia, em março de 2020, quando as primeiras restrições contra a Covid-19 foram impostas.

Até mesmo em março deste ano, quando o governo do Estado decretou medidas rigorosas conta o vírus e fechou o comércio em todo o território estadual, as igrejas escaparam como medida essencial.

A permissão para o funcionamento foi dada com a exigência do cumprimento das medidas de biossegurança, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, nos termos da Lei nº 5.502, de 7 de maio de 2020.

O mesmo aconteceu em Campo Grande, quando o município antecipou feriados na semana de 22 de março e só permitiu o funcionamento de 32 atividades consideradas essenciais.

As medidas foram implantadas em razão a situação caótica, a Capital não possuía mais leitos hospitalares e batia recorde de mortes e internações diariamente.

Igrejas e templos foram considerados como essenciais no decreto e poderiam funcionar seguindo as medidas de biossegurança, obedecendo ao toque de recolher das 20h e à lotação máxima de 40% da capacidade.

O infectologista Julio Croda disse em entrevista ao Correio do Estado na época, que entre as atividades do decreto, a menos essencial seria a abertura de igrejas, mas não considerou a permissão para o funcionamento como um grande impacto na pandemia.

“Acho que é muito desnecessário manter os templos abertos. Não que a igreja seja a principal culpada pela pandemia e vai ser fonte principal de aglomeração”.

Pesquisa

De acordo com a Panará Pesquisas, a amostra é representativa dos moradores das áreas pesquisadas e foi selecionada em duas etapas.

Na primeira etapa foi feito um sorteio probabilístico dos municípios onde as entrevistas seria realizadas, através do método  Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), considerando a população com 16 anos ou mais.

A segunda etapa foi a seleção dos entrevistados dentro do município, através de quotas amostrais proporcionais, em função das seguintes variáveis: sexo, faixa etária, escolaridade e nível econômico.

fonte: correiodoestado
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