Prefeitura inicia obras no entorno e anuncia licitação para requalificação da antiga rodoviária

Obras no prédio estão orçadas em R$ 17 milhões e licitação será aberta nos próximos dias

Obras no entorno da antiga rodoviária começaram nesta quinta-feira – Foto: Bruno Henrique

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), apresentou, nesta quinta-feira (19), o projeto de requalificação da área pública da antiga rodoviária, além de dar início as obras de requalificação do entorno do terminal.

As obras para a reforma do prédio estão orçadas em R$ 17 milhões e faz parte do Reviva Campo Grande.

Com o aprovado pela Caixa Econômica Federal, a licitação deve sair nos próximos dias.

Conforme o prefeito, a reestruturação será apenas na área que pertence a prefeitura, que é de cerca de 10% da área total.

Ainda segundo Trad, a expectativa é que a empresa seja contratada no início do ano que vem e que no primeiro trimestre as obras sejam iniciadas.

“A gente vai trazer para cá a Guarda, vai trazer para cá a Funsat e, com isso, a gente espera trazer movimento de pessoas. Com isso a gente espera que dê vida aos proprietários das lojas porque tudo isso aqui são particulares, o município não pode investir dinheiro aí”, explicou o prefeito.

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Além da Guarda Civil Metropolitana e da Fundação Social do Trabalho (Funsat) citados pelo prefeito, também haverá está prevista uma área para destinação da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro no local.

Com relação ao prédio, haverá mudanças na fachada, acessibilidade, áreas de descanso e paisagismo, entre outras intervenções.

A antiga rodoviária receberá recursos do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) para as intervenções.

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, também destacou a importância da obra, mesmo que em apenas cerca de 10% do prédio, para o local como um todo.

“São mais de 200 e tantas lojas, que empregam tantas pessoas e que vai voltar a gerar tantos empregos. Aos comerciantes aqui, espero que estejam renovadas as esperanças, que isso aqui volte a ganhar vida, a gente espera que isso aqui volte a ter uma vida exuberante, volte a ter segurança”, disse.

O restante do prédio, que tem 34 mil metros quadros, é área particular.

De acordo com a coordenadora da Central de Projetos da Prefeitura de Campo Grande, Catiana Sabadin, a expectativa é que com as obras, os proprietários das demais salas, também invistam em melhorias.

“A gente queria trazer para essa região segurança e movimentação, porque a gente vai ter que complementar a iniciativa privada, aos proprietários dos demais proprietários das salas daqui e a gente pensa que essa energia é muito importante e vai mudar a cara e toda essa região do Amambai”, disse.

Ainda segundo Catiana, o projeto já foi aprovado pela Caixa e o recurso já está garantido.

O próximo passo é a abertura da licitação para contratação de empresa que ficará responsável pela obra.

Nesta quinta-feira, foi iniciada a requalificação das ruas do entorno.

Estas obras serão realizadas com a segunda etapa do Reviva Centro, de modo que as ruas Joaquim Nabuco, Vasconcelos Fernandes, Barão do Rio Branco e Dom Aquino, serão interligadas com as principais vias da cidade, compreendendo um espaço de aproximadamente 80 quadras.

“Começamos as obras de requalificação do entorno, porque a gente queria mostrar para a população, especialmente para a população do bairro Amambai que é um dos mais antigos, o quanto essa região é importante, economicamente, historicamente e culturalmente”, explicou Catiana.

Projeto

O projeto pretende revitalizar a parte pertencente à Prefeitura de Campo Grande, que corresponde a 9% do prédio.

A área do embarque e desembarque de passageiros será transformado em sede de várias repartições públicas.

A estrutura, que ficará sob responsabilidade da administração pública, tem 4,5 mil metros quadrados.

Outros 24 mil metros quadrados compreendem 240 lojas, que pertencem a 90 donos diferentes.

Esses espaços poderão reabrir quando a reforma for concluída.

O terminal rodoviário foi desativado em 2009, e desde então a situação no local só se agravou. Com isso, a Prefeitura de Campo Grande inaugurou um terminal novo, bem mais moderno, na saída para São Paulo.

Por diversas vezes as administrações passadas de Campo Grande falavam em reformar a estrutura, mas nenhuma promessa havia sido concretizada até que, em 2019, a prefeitura abriu licitação para a contratação de uma empresa.

O projeto de reforma foi realizado pela empresa Restaura Arquitetura e já foi entregue à prefeitura.

A previsão inicial era de que a obra fosse licitada no ano passado, contudo, com a pandemia, muitos servidores públicos e da própria empresa vencedora da licitação para fazer o projeto ficaram afastados, com isso houve atraso e as etapas do certame não foram concluídas.

O espaço é utilizado por inúmeros usuários de drogas, que vivem no local e o usam como ponto de uso e de venda de entorpecentes. No ano passado, a Polícia Militar, com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), iniciou operações na região com o objetivo de reduzir o número de pessoas em situação de rua e de traficantes.

Porém, com a pandemia da Covid-19, essas ações foram paralisadas, e o que se viu foi a volta dessas pessoas para a região, o que também traz insegurança para os lojistas do antigo terminal e para os moradores e as pessoas que passam pelo entorno do prédio.

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