Em todo o estado, já foram confirmados dois casos da doença

Menos de 60% das crianças de até 1 ano foram vacinadas – Foto: Valdenir Rezende/Arquivo/Correio do Estado

 

Com um caso confirmado de sarampo, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande fez um alerta nesta segunda-feira (21) sobre a baixa imunização. Até a última quinta-feira (17), menos de 60% do público-alvo, que são crianças de até 1 ano de idade, recebeu a chamada dose zero.

Durante o período da campanha, até a última sexta-feira, 588 crianças entre seis e doze meses de idade tinham sido imunizadas. Antes desse prazo foram 3.475 doses aplicadas nesse público. A vacinação continua em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e da Família (UBSFs), e nos finais de semana, nos Centros Regionais de Saúde (CRSs).

No último sábado (19), a campanha nacional de vacinação contra o sarampo entrou no “Dia D”, mobilizando mais de 400 servidores nas 65 salas de vacinas em Campo Grande. Porém, a tempestade que atingiu a Capital forçou o fechamento de oito postos de saúde. Segundo a Sesau, todas já estão atendendo, sendo que duas delas ainda tem equipes trabalhando nos reparos. Não há prazo para a conclusão dos trabalhos.

ESTADO

Contando o registro de Campo Grande, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou também outro caso em Três Lagoas, cidade no leste de Mato Grosso do Sul. Já foram feitas 81 notificações, 31 casos foram descartados e 48 continuam sob suspeita.

O último caso de sarampo registrado em Mato Grosso do Sul foi em 2011. Em 2015, o Brasil havia registrado o último caso da doença, no Ceará. Devido a isso, o país chegou a ganhar, em 2016, o certificado de eliminação do sarampo. Mas em fevereiro de 2018 começaram os casos importados da doença, registrados na Venezuela e que chegaram a Roraima. Em 2018 o estado de Mato Grosso do Sul teve 54 casos suspeitos de sarampo e todos foram descartados.

PREOCUPAÇÃO

Na última sexta-feira (18), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), comparou a vacinação contra o sarampo contra a imunização contra febre aftosa, doença que atinge bovinos, com a queda da vacinação. “É uma dicotomia porque no tempo que nós estamos nos tornando área livre de aftosa, nós estamos voltando doenças como sarampo. Quer dizer, a gente vacinou mais gado do que gente”, afirmou.

Mandetta também fez um alerta de atenção à saúde básica, para evitar o surto de outras doenças. “É preciso sim, todas as unidades; toda a cidade; todas as pessoas têm responsabilidade de olhar e rever a política de atenção primária”, enfatizou o ministro.

“Houve um abandono por parte de todo o brasil das políticas de atenção básica […] Nós temos toda a questão da queda do índice de vacinação, que ele por si só fala do descaso com a atenção primária. Não tem nenhum ato de prevenção mais simbólico do que vacinar”, finalizou.

 

fonte: correiodoestado
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