Home / Destaques / Vacinação pode ter influenciado em aumento de internações em Mato Grosso do Sul

Vacinação pode ter influenciado em aumento de internações em Mato Grosso do Sul

Segundo diretora do Regional, a vacina trouxe sensação de segurança, o que levou a aglomerações

O início da vacinação contra a Covid-19 pode ter influenciado no aumento de internações por coronavírus nos hospitais de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul.

A sensação de segurança e relaxamento que a vacina trouxe em relação à doença, ainda mais antecedendo um importante feriado, como o de Carnaval, são fatores que podem ter contribuído para o aumento da ocupação de leitos, clínicos e de unidades de terapia intensiva (UTIs), com pacientes com coronavírus.

A avaliação é feita pela diretora-presidente do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), Rosana Leite de Melo. Ela conta que, mesmo com o apelo pelo distanciamento social, com a proibição de festas e a limitação das vacinas, as pessoas voltaram a agir normalmente, causando um aumento expressivo nas internações.

“Nós observamos que, depois que a vacina foi anunciada, as pessoas tiveram a falsa sensação de segurança e relaxaram de novo com os cuidados contra o coronavírus. Com isso, nós estamos voltando aos aumentos expressivos nos números de internações e óbitos na cidade. Além disso, continuamos com as festas clandestinas, no pré-feriado foram várias noticiadas, e já estamos atendendo o resultado disso. Os casos de contaminação do Carnaval já estão na fase inflamatória, então a tendência é aumentar”, explicou.

Esse aumento é mostrado por dados do Mais Saúde, criado pelo governo do Estado, no qual todos os setores apresentaram aumento de pacientes e de internações em fevereiro.

No dia 2 deste mês, a soma da taxa de ocupação de leitos gerais e de UTI nos hospitais de Campo Grande era de 76,02%, na UTI Covid de 70,79%, nos leitos clínicos de 78,43% e nos clínicos Covid 35,01%.

Os números saltaram para 85,32% na UTI, 82,03% na UTI Covid, 77,77% nos leitos clínicos e 80,77% nos clínicos Covid, na terça-feira. Ontem a ocupação de UTIs para Covid-19 chegou a 90,5% na Capital, e leitos críticos para outras enfermidades estavam em 85% de lotação.

CONTÁGIO

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, informou ontem que no começo do mês a média móvel de novos casos por dia era de 650, passando para 761 na semana posterior e batendo 835,4 nesta semana.

“Esses números só sinalizam que, infelizmente, nos próximos dias teremos um acréscimo significativo no número de casos, por conta do feriado prolongado e do relaxamento das pessoas. Ainda estamos com várias cidades do Estado, incluindo Campo Grande, no limite de internações”, disse.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) bateu 80% na macrorregião de Campo Grande, ultrapassando a média de 500 internados por dia.

A taxa de contágio da doença também aumentou, passando de 0,93 para 0,96.

“Ou seja, a cada 100 pessoas contaminadas, temos a possibilidade de contaminação de outras 96 pessoas nos dias seguintes e assim por diante. Isso mostra mais uma vez que, além desse crescimento que estamos falando hoje, a expectativa é de que haja elevação dos casos nos próximos dias”, concluiu o secretário.

O Hospital Regional voltou essa semana a registrar patamares altos de ocupação. Na terça-feira, a lotação na UTI para Covid-19 chegou a 93%. Em outras unidades, como o El Kadri e a Santa Casa, a ocupação também está alta, atingindo 100% nos leitos de UTI para Covid-19.

“Retomamos nossa estratégia de contenção, porque é uma doença muito traiçoeira, não dá para brincar. Em menos de 12 horas, na segunda-feira chegaram seis pacientes graves e nove outros em decorrência da doença. No mesmo dia nós tivemos nove óbitos, sendo seis deles de pacientes que estavam internados há mais de 30 dias. É muito triste. É tão desesperador que agora eu falo ‘fica pelo menos os 14 dias em casa, depois faz um teste e vê o que faz’, para ver se, pelo menos assim, as pessoas param de sair e contaminar as outras”, concluiu a diretora do HRMS, Rosana de Melo.

Campo Grande segue liderando o ranking de municípios mais afetados pela doença em Mato Grosso do Sul, com mais 363 novos casos registrados ontem.

Por problemas no sistema da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o número de óbitos não foi registrado em sua totalidade, por isso apenas um foi contabilizado na Capital. Ao todo, na cidade são 73.994 confirmações e 1.430 mortes – este valor é referente a 44,1% dos óbitos ocorridos no Estado.

 

 

fonte: correiodoestado
Espalhe por ai:

Veja Também

Prêmio de 40 milhões da Mega-Sena tem uma aposta vencedora

Uma única aposta acertou os seis números do concurso 2363 da Mega-Sena realizado neste sábado (17) ...

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.